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A Origem do Hamas: Um Olhar Profundo sobre o Movimento Palestino

A Origem do Hamas Um Olhar Profundo sobre o Movimento Palestino

O Hamas, cujo nome é uma sigla em árabe que significa “Movimento de Resistência Islâmica,” é uma organização palestina que desempenhou um papel significativo na política e no conflito israelense-palestino nas últimas décadas.

Sua história é intrincada e multifacetada, com raízes profundas na luta palestina pela autodeterminação. Neste artigo, exploraremos a origem do Hamas, seus objetivos, evolução e sua posição no contexto geopolítico do Oriente Médio.

As Origens do Hamas

O Hamas foi fundado em dezembro de 1987, durante a Primeira Intifada, que foi um levante popular palestino contra a ocupação israelense na Cisjordânia e em Gaza.

Inicialmente, o movimento começou como uma ala local da Irmandade Muçulmana na Palestina, uma organização islâmica que havia estabelecido presença na região décadas antes. Sheikh Ahmed Yassin, um líder religioso palestino, desempenhou um papel fundamental na fundação do Hamas.

Os líderes do Hamas, preocupados com a falta de uma resposta adequada por parte das organizações palestinas seculares, decidiram formar uma ala militar para resistir à ocupação israelense. Esta ala militar, conhecida como as Brigadas Izzedine al-Qassam, foi formada em 1991 e se tornou a força armada do Hamas.

Os Objetivos do Hamas

O Hamas tem vários objetivos principais:

1. Libertação da Palestina: O objetivo central do Hamas é a libertação de toda a Palestina, incluindo a Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental, das mãos da ocupação israelense. Eles rejeitam qualquer forma de reconhecimento de Israel como um Estado judeu e defendem a ideia de um Estado palestino independente.

2. Resistência Armada: O Hamas acredita na resistência armada como um meio legítimo de lutar contra a ocupação israelense. Isso resultou em confrontos frequentes com as forças israelenses e em ataques com foguetes a Israel.

3. Islamismo: O Hamas é uma organização islâmica e busca estabelecer um Estado palestino baseado na sharia, a lei islâmica. Eles acreditam que o Islã deve desempenhar um papel central na sociedade e na política palestinas.

Evolução do Hamas

Ao longo dos anos, o Hamas passou por várias fases em sua evolução. No início, seu foco estava na resistência armada e na luta contra a ocupação israelense. No entanto, à medida que o tempo passou e o movimento ganhou influência política, o Hamas também buscou participar das eleições e da política palestina.

Em 2006, o Hamas surpreendeu o mundo ao vencer as eleições legislativas palestinas, ganhando uma maioria parlamentar. Isso levou a uma divisão política entre o Hamas, que controlava Gaza, e a Autoridade Palestina, liderada pela Fatah, que tinha controle na Cisjordânia.

A divisão resultou em um conflito armado entre as duas facções em 2007, que levou à divisão territorial entre Gaza e a Cisjordânia.

Posição no Contexto Geopolítico

O Hamas é considerado uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia devido às suas atividades militares e ataques a civis israelenses. Por outro lado, é apoiado por Irã, Catar e Turquia, entre outros, como um ator legítimo na luta palestina contra a ocupação israelense.

A questão do Hamas continua a ser um ponto central de tensão no conflito israelense-palestino, com inúmeras tentativas de mediação e negociação para alcançar um acordo de paz duradouro. A situação é complexa e envolve uma série de atores internacionais, tornando a resolução do conflito um desafio formidável.

A origem do Hamas está profundamente enraizada na luta palestina pela autodeterminação e na resistência à ocupação israelense. Ao longo dos anos, a organização evoluiu de uma ala local da Irmandade Muçulmana para um ator político significativo na cena palestina.

Seus objetivos de libertação da Palestina, resistência armada e estabelecimento de um Estado islâmico continuam a moldar sua estratégia e influenciar o conflito israelense-palestino.

A questão do Hamas continua sendo um dos principais obstáculos para a paz na região e requer uma abordagem cuidadosa e multilateral para uma resolução pacífica.

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